23 de setembro de 2026

Suíte Repouso do Tempo: como a Criare traduz vínculos familiares em marcenaria na CASACOR Rio de Janeiro 2026

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Há projetos que resolvem um programa de necessidades. E há projetos que traduzem uma relação. A Suíte Repouso do Tempo, ambiente assinado pelos arquitetos Allan Napolião e Carla Napolião em parceria com a Criare para a CASACOR Rio de Janeiro 2026, pertence à segunda categoria: nasce do vínculo entre mãe e filho e se converte em um espaço de aproximadamente 70 m² dedicado a acolher, hospedar e criar pausa. 

Para quem acompanha o mercado de arquitetura e design de interiores, a CASACOR é historicamente um território de experimentação: nela, profissionais testam soluções, materiais e composições que, meses depois, aparecem reinterpretados em projetos residenciais reais. A Suíte Repouso do Tempo é um exemplo particularmente rico desse movimento, porque coloca a marcenaria planejada não como coadjuvante, mas como o elemento estrutural que costura um programa complexo — closet, dormitório, living, banheiro e cozinha — em uma única narrativa coerente. 

Neste artigo, você vai conhecer o conceito por trás do ambiente assinado por Allan Napolião e Carla Napolião, entender como a marcenaria Criare foi utilizada para dar unidade a espaços com funções muito distintas, e refletir sobre o que essas escolhas revelam para quem está planejando ambientes que precisam equilibrar estética, função e identidade. 

CASACOR Rio 2026: uma edição comemorativa dedicada à reconexão

A CASACOR Rio de Janeiro 2026 chega à sua edição comemorativa de 35 anos ocupando um endereço simbólico: o Edifício Aliança da Bahia, no Centro do Rio de Janeiro, distribuído por seis andares, cobertura e térreo. Sob o tema “Mente e Coração”, a mostra propõe o lar como espaço de reconexão, ao mesmo tempo em que valoriza o movimento de revitalização do Centro carioca — uma escolha de localização que já comunica, antes mesmo da visita, o tipo de discurso que a curadoria pretende sustentar. 

Esse pano de fundo importa porque nenhum ambiente de mostra é concebido isoladamente. Os profissionais convidados respondem, cada um à sua maneira, ao tema geral da edição. E é justamente nesse contexto que a proposta de Allan e Carla ganha sentido: em vez de tratar “reconexão” como um conceito abstrato, os arquitetos escolheram trabalhar com uma relação concreta e pessoal — a deles próprios — como fio condutor do projeto. 

Do ponto de vista de quem acompanha tendências de arquitetura e design de interiores, mostras como a CASACOR funcionam como um termômetro. Soluções de marcenaria, paletas de cor e formas de organizar programas complexos aparecem ali antes de se consolidarem no mercado residencial. Entender o raciocínio por trás de um ambiente como a Suíte Repouso do Tempo é, portanto, também uma forma de antecipar caminhos que devem ganhar força nos próximos projetos residenciais e de hospitalidade. 

Allan Napolião e Carla Napolião: uma parceria entre gerações de arquitetura

Aos 24 anos, Allan Napolião é o arquiteto mais jovem da edição 2026 da CASACOR Rio e estreia na mostra. Carla Napolião, por sua vez, retorna ao evento, já com passagens anteriores pela vitrine. A dupla soma trajetórias profissionais independentes — cada um com seu próprio repertório e experiência prévia na mostra — e decide, para este projeto específico, unir esses olhares em torno de um ambiente que fala sobre a relação entre eles. 

Projetos assinados a quatro mãos apresentam um desafio que vai além da divisão de tarefas: garantir que o resultado seja lido como uma voz única, e não como a soma de duas propostas paralelas. Esse é um ponto que vale a pena observar com atenção em qualquer projeto de autoria compartilhada, seja em uma mostra, seja em uma reforma residencial conduzida por mais de um profissional. 

Alguns critérios ajudam a avaliar se uma parceria de projeto realmente resultou em coerência espacial: a repetição de um mesmo acabamento ou padrão de marcenaria ao longo de diferentes cômodos, a manutenção de uma temperatura de cor consistente na iluminação e nos materiais, e a existência de elementos de transição — como um patamar, um painel ou uma mudança de pé-direito — que conectem visualmente os ambientes em vez de simplesmente justapô-los. Na Suíte Repouso do Tempo, esse papel de costura cabe, em grande parte, à marcenaria assinada pela Criare, como será detalhado adiante. 

A escolha por uma paleta de cores quentes e terrosas, presente em toda a suíte, também funciona como estratégia de unificação: independentemente de qual arquiteto tenha conduzido determinada decisão pontual, a recorrência de tons terrosos cria uma identidade visual única para o conjunto, reforçando a mensagem central do projeto — a de um vínculo familiar traduzido em espaço. 

Suíte Repouso do Tempo: o conceito por trás do ambiente de 70 m²

Com aproximadamente 70 m², a Suíte Repouso do Tempo foi concebida como uma residência independente para hóspedes, reunindo closet, dormitório, living, banheiro e cozinha em um único conjunto. A proposta central é que quem ocupa o espaço tenha conforto e privacidade suficientes para se sentir em casa, e não apenas hospedado. 

Esse tipo de programa, que condensa funções de uma casa inteira dentro de uma única suíte, impõe um desafio de planejamento específico: como distribuir zonas com naturezas muito diferentes — social, íntima, de serviço — em uma área contida, sem que o ambiente pareça fragmentado ou, no extremo oposto, sem que a ausência de paredes divisórias comprometa a sensação de privacidade que o conceito exige. 

A resposta mais comum a esse tipo de desafio, e que aparece de forma evidente na Suíte Repouso do Tempo, é usar a própria marcenaria planejada como elemento de zoneamento. Estantes, painéis ripados e mudanças de nível no piso substituem paredes na tarefa de sinalizar onde uma função termina e outra começa, preservando a fluidez visual do ambiente.

É uma estratégia especialmente útil em metragens menores ou em ambientes de hospitalidade, nos quais dividir o espaço com alvenaria reduziria a sensação de amplitude — mas que exige um projeto de marcenaria muito bem calculado, já que cada peça passa a carregar, além da função de guarda ou apoio, uma função arquitetônica de organização espacial. 

Na suíte assinada por Allan e Carla, essa lógica aparece, por exemplo, no patamar em madeira que marca a transição entre a cozinha e as demais áreas do ambiente. Em vez de uma parede ou um desnível abrupto, uma sutil mudança de plano no piso avisa ao corpo — antes mesmo que a vista perceba conscientemente — que ali começa outro uso do espaço. É um recurso discreto, mas que exige domínio técnico de execução para não se tornar um obstáculo de circulação, especialmente em ambientes pensados para hóspedes que não conhecem o espaço de antemão. 

A marcenaria Criare como fio condutor do projeto 

O mesmo padrão amadeirado atravessa entrada, estante, cama e portas, criando uma leitura única para ambientes com funções muito diferentes. 
Se há um elemento que percorre visualmente toda a Suíte Repouso do Tempo, é o padrão amadeirado Nogueira Avena, da Criare. Ele aparece já na entrada, no teto curvo em madeira, e se desdobra na estante com ripados e prateleiras curvas, no painel da cama executado em muxarabi e nas portas do closet e do banheiro. 

Repetir um mesmo acabamento em diferentes peças de marcenaria, em vez de variar tonalidades e padrões a cada ambiente, é uma decisão de projeto com consequências práticas importantes. Do ponto de vista da percepção espacial, a repetição cria uma sensação de continuidade que ajuda a costurar cômodos com funções muito distintas — um dormitório, um closet, um banheiro — como parte de uma mesma narrativa. Do ponto de vista técnico, também simplifica a execução e a manutenção futura, já que reduz o número de fornecedores de acabamento e facilita eventuais reposições ou ajustes. 

O uso do muxarabi no painel da cama merece atenção à parte. Trata-se de uma técnica de treliça vazada em madeira, historicamente associada à arquitetura de influência árabe presente em construções brasileiras, tradicionalmente empregada para filtrar luz e ventilação sem renunciar à privacidade. Aplicado como cabeceira, o muxarabi cumpre uma função decorativa evidente, mas também estrutura uma experiência sensorial: a luz que atravessa os vãos da treliça projeta sombras em movimento ao longo do dia, algo que um painel liso e fechado não seria capaz de produzir. 

Já o teto curvo e as prateleiras curvas indicam um nível de complexidade construtiva que vale explicar para quem está avaliando esse tipo de solução em projeto próprio. Superfícies curvas em marcenaria planejada exigem painéis especialmente preparados — muitas vezes laminados ou usinados em processos específicos — e um nível de precisão de montagem superior ao de peças retas convencionais. Isso costuma significar prazos de produção mais longos e um investimento maior.


A decisão de usar curvas, portanto, deve estar associada a um objetivo claro de projeto: suavizar a geometria de um ambiente, criar um ponto focal ou romper a rigidez de espaços muito retangulares. Quando esse objetivo não está definido, soluções retas — tecnicamente mais simples e econômicas — tendem a entregar o mesmo resultado funcional sem o custo adicional da curvatura. 

Cozinha integrada: o diálogo entre marcenaria e mármore

Na cozinha da Suíte Repouso do Tempo, o acabamento em madeira da marcenaria Criare dialoga com o enquadramento em mármore nacarado, enquanto o já mencionado patamar em madeira faz a transição entre os espaços. É uma combinação clássica em arquitetura de interiores — madeira e pedra natural — mas que só funciona bem quando alguns critérios são observados com cuidado. 

O primeiro deles é a temperatura de cor. Madeiras com tonalidades quentes, como as presentes no padrão Nogueira Avena, pedem pedras com veios que não compitam em intensidade cromática, sob risco de o conjunto parecer visualmente carregado. O segundo é a escala do desenho: veios muito grandes em uma bancada pequena tendem a fragmentar visualmente o espaço, enquanto veios discretos se integram melhor a ambientes compactos como o desta suíte. 

Vale considerar também um aspecto prático que costuma ficar de fora das conversas puramente estéticas: mármores naturais, como o nacarado citado no projeto, exigem manutenção específica — impermeabilização periódica e cuidado redobrado com produtos ácidos, por exemplo — diferente da rotina de manutenção de superfícies como quartzo ou porcelanato técnico.

Para quem está planejando uma cozinha e avalia entre pedra natural e engenheirada, esse é um dos critérios que deveria pesar na decisão tanto quanto a estética: o mármore entrega uma leitura de veios únicos, impossível de replicar em material sintético, mas em troca pede um cuidado de manutenção que nem todo uso doméstico está disposto a sustentar. 

A mesa com base integrada: funcionalidade sem abrir mão do desenho

Outro destaque de marcenaria assinado pela Criare no ambiente é a base integrada da mesa, desenvolvida para sustentar o tampo de pedra da bancada e, ao mesmo tempo, funcionar como mesa de jantar. É um exemplo direto de um princípio cada vez mais presente em projetos de metragem enxuta ou de uso misto, como suítes de hospitalidade: consolidar mais de uma função em uma única peça de marcenaria planejada. 

Esse tipo de solução costuma fazer sentido em contextos específicos — apartamentos compactos, ambientes de hóspedes, espaços sociais que precisam se adaptar a diferentes momentos do dia — mas também impõe restrições técnicas que precisam ser avaliadas antes da definição do projeto. A altura padrão de uma bancada de cozinha gira em torno de 90 cm, enquanto a altura confortável para uma mesa de jantar fica próxima de 75 cm.

Quando uma única estrutura precisa atender às duas funções, o projeto de marcenaria precisa resolver esse conflito de alturas de forma consciente, seja optando por um ponto intermediário com banquetas específicas, seja assumindo a lógica de bancada e ajustando o mobiliário complementar — como banquetas altas — para acompanhar essa escolha. 

Além da questão dimensional, uma base pensada para sustentar tampo de pedra também exige cálculo estrutural mais rigoroso do que uma mesa convencional, já que a pedra tem peso significativamente maior do que os tampos de madeira ou MDF. É um lembrete de que soluções de marcenaria aparentemente simples, do ponto de vista estético, frequentemente escondem um nível de engenharia que só um projeto planejado — e não um móvel avulso — é capaz de endereçar com segurança. 

Closet aberto: uma composição inteiramente em madeira, sem portas 

gavetas, cabideiros iluminados e acabamento diamantado transformam o closet em uma peça de exposição, não apenas de guarda. 
No closet da Suíte Repouso do Tempo, o projeto explora uma composição inteiramente executada em madeira e aberta, sem portas, com acabamento diamantado, gavetas e cabideiros iluminados. É uma escolha que se conecta a uma tendência que vem ganhando espaço em projetos de marcenaria planejada: o closet aberto, tratado quase como uma vitrine dentro do quarto. 

É importante entender os prós e contras dessa escolha antes de replicá-la em outros contextos. A favor do closet aberto está a sensação de amplitude — sem portas, o ambiente não é interrompido visualmente — e a facilidade de acesso ao dia a dia, já que peças ficam à vista e a mão. Contra, está a exigência de disciplina na curadoria e organização do guarda-roupa: um closet aberto expõe qualquer desorganização, e também fica mais suscetível à poeira, o que pode pesar em regiões com clima mais seco ou em ambientes sem climatização constante. 

Por isso, esse tipo de solução costuma funcionar especialmente bem em contextos como o da Suíte Repouso do Tempo: um ambiente de hóspedes, com um volume de peças naturalmente mais curado e reduzido do que um closet de uso diário e permanente. Para um closet principal, de uso contínuo e com um volume maior de roupas, vale considerar módulos mistos — parte aberta, para peças de destaque, e parte fechada, para o restante do guarda-roupa — como forma de equilibrar estética e praticidade de manutenção. 

O acabamento diamantado citado no projeto é outro detalhe técnico que merece nota: trata-se de uma técnica de corte ou friso que cria facetas na superfície da madeira, gerando jogos de luz e sombra que dão relevo e textura a um painel que, de outra forma, seria plano. Combinado à iluminação embutida nos cabideiros, o resultado é um módulo de marcenaria que funciona tanto como solução de guarda quanto como elemento decorativo autônomo, o que ajuda a justificar sua exposição sem portas. 

Banheiro planejado: autocuidado em um ambiente com identidade própria

No banheiro da suíte, a marcenaria Criare ganha um armário com detalhe em palha ao fundo e ripado na parte frontal — uma combinação que traz textura natural para um cômodo tradicionalmente dominado por materiais frios, como porcelanato e metais. 

O uso de fibras naturais, como a palha, em módulos planejados para áreas molhadas é uma escolha estética eficiente, mas que pede atenção técnica redobrada: o material precisa de tratamento e vedação adequados para resistir à umidade constante de um banheiro, e o projeto de marcenaria deve prever ventilação suficiente ao redor da peça para evitar acúmulo de umidade a médio prazo.

Quando bem executada, no entanto, essa combinação de ripado e fibra natural cumpre um papel importante: aproxima o banheiro planejado da linguagem do restante do ambiente, evitando a sensação de descontinuidade que costuma existir quando o banheiro é tratado como um cômodo isolado do resto do projeto — algo especialmente relevante em ambientes pensados, como este, para promover uma experiência de autocuidado e bem-estar, e não apenas de higiene funcional. 

CriaColors: como a paleta de cores comunica a atmosfera do ambiente 

tons de vinho e marrom concentram a cor em pontos focais, deixando a base do ambiente livre para os materiais naturais.
As lacas da linha CriaColors, presentes na composição em tonalidades de vinho e marrom, completam a paleta da Suíte Repouso do Tempo e dialogam com os materiais naturais, as curvas e as diferentes texturas do projeto. A escolha de cor em marcenaria planejada raramente é uma decisão isolada — ela precisa ser lida em conjunto com iluminação, materiais adjacentes e a função do ambiente onde será aplicada. 

Tons quentes como vinho e marrom tendem a reforçar uma sensação de aconchego e sofisticação, especialmente quando combinados a materiais naturais como madeira e fibras — como é o caso deste projeto. Mas a intensidade desses tons também exige critério de aplicação: cores mais saturadas costumam funcionar melhor concentradas em pontos focais, como uma peça de closet ou um painel específico, do que espalhadas de forma uniforme por todas as superfícies de um ambiente, o que pode gerar sensação de peso visual e reduzir a percepção de amplitude. 

Outro fator que costuma ser subestimado na escolha de cores para marcenaria planejada é a exposição à luz natural. Uma mesma cor de laca pode ter leitura bastante diferente sob luz natural direta, luz natural indireta e iluminação artificial noturna — o que reforça a importância de avaliar amostras físicas do material no próprio ambiente, e não apenas em catálogo ou tela, antes de fechar a especificação final de um projeto. 

O que a Suíte Repouso do Tempo revela sobre o momento do design de interiores

Para além dos detalhes técnicos de cada peça, a Suíte Repouso do Tempo sintetiza um movimento mais amplo que vem se consolidando no design de interiores: o de tratar a marcenaria planejada não como um item de acabamento, mas como estrutura narrativa de um projeto. Estantes, painéis, closets e módulos de cozinha deixam de ser apenas soluções de guarda para assumir também a função de contar uma história — neste caso, a de um vínculo familiar. 

Esse movimento aparece com força em ambientes de hospitalidade, categoria à qual esta suíte pertence, ainda que pensada como residência independente para hóspedes dentro de uma casa. A ideia de recriar, em escala reduzida, a experiência completa de morar — com cozinha, banheiro, closet e área social próprios — reflete uma demanda crescente por espaços de hospedagem que ofereçam autonomia e conforto real, e não apenas um quarto com cama e banheiro compartilhado. 

A escolha de Allan Napolião e Carla Napolião de ancorar o projeto em uma relação pessoal específica, em vez de um conceito genérico de “acolhimento”, também aponta para uma direção que vem ganhando espaço entre profissionais de arquitetura: a de projetos que partem de uma narrativa autêntica e específica, e que por isso resultam em ambientes com identidade mais clara — em contraste com soluções genéricas, replicáveis em qualquer contexto, que tendem a perder força exatamente por não carregarem um ponto de vista definido. 

Participação da Criare na CASACOR Rio de Janeiro 2026

A Suíte Repouso do Tempo integra a programação da CASACOR Rio de Janeiro 2026, que acontece de 15 de setembro a 8 de novembro, no Edifício Aliança da Bahia, na Rua Araújo Porto Alegre, no Centro do Rio de Janeiro.  

A Suíte Repouso do Tempo é, antes de tudo, um lembrete de que a marcenaria planejada pode ir muito além de resolver a necessidade de guardar objetos. Quando pensada em conjunto com o conceito arquitetônico de um espaço, ela se torna capaz de zonear ambientes sem paredes, criar continuidade entre cômodos com funções distintas e comunicar, na escolha de cada acabamento, algo sobre quem vai viver ali. 

Para quem está planejando um projeto residencial, seja uma suíte de hóspedes, uma cozinha integrada ou um closet, é preciso levar dessa análise um princípio central: as decisões de marcenaria mais bem-sucedidas raramente nascem de uma lista de materiais bonitos escolhidos isoladamente. Elas nascem de um conceito claro, capaz de justificar por que aquele padrão de madeira, aquela cor ou aquela curva específica fazem sentido naquele espaço — exatamente como Allan e Carla fizeram ao transformar um vínculo familiar em um ambiente com parceria da Criare. 

Inspire-se na Suíte Repouso do Tempo, mas desenvolva um projeto pensado para a sua própria história. Visite uma loja Criare e descubra como transformar vínculos, memórias e rotina em soluções de marcenaria planejada que refletem quem mora ali. 

FAQ – Perguntas frequentes 

O que é a Suíte Repouso do Tempo?

É o ambiente assinado pelos arquitetos Allan Napolião e Carla Napolião em parceria com a Criare para a CASACOR Rio de Janeiro 2026. Com cerca de 70 m², funciona como uma residência independente para hóspedes, reunindo closet, dormitório, living, banheiro e cozinha. 

Quem assina o projeto da Suíte Repouso do Tempo?

Allan Napolião, arquiteto mais jovem da edição 2026 e estreante na mostra, e Carla Napolião, que retorna à CASACOR Rio. A dupla uniu suas trajetórias em torno de um vínculo familiar como conceito central do ambiente. 

Quais materiais de marcenaria Criare aparecem no ambiente? 

O padrão amadeirado Nogueira Avena está presente no teto curvo, na estante e nas 

a combinação entre madeira e pedra natural reforça o contraste de temperaturas que dá personalidade ao ambiente. 

Funciona melhor em contextos com um volume de peças mais curado, como suítes de hóspedes. Para um closet de uso diário e permanente, módulos mistos — parte aberta e parte fechada — costumam equilibrar melhor estética e praticidade de manutenção. 

Onde e quando acontece a CASACOR Rio de Janeiro 2026?

A mostra ocupa o Edifício Aliança da Bahia, no Centro do Rio de Janeiro, entre 15 de setembro e 8 de novembro de 2026, em sua edição comemorativa de 35 anos, sob o tema “Mente e Coração”. 

Por que combinar madeira e mármore em uma cozinha planejada?

A combinação explora o contraste entre a textura quente da madeira e a superfície fria e polida da pedra natural. É importante avaliar a temperatura de cor entre os materiais, a escala dos veios em relação ao tamanho do ambiente e a rotina de manutenção que o mármore natural exige.